Sessão Filmschool: CÉU DE OUTONO + NO DIA DOS MEUS ANOS

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Sessão Filmschool: CÉU DE OUTONO + NO DIA DOS MEUS ANOS

Evento por: Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema

Localização: R. Barata Salgueiro 39, Rua Barata Salgueiro 39, Lisboa

Ingressos: Obter ingressos

Palestras e debates, Para crianças

Sobre o evento

29/03/2025, 15h00 | Sala M. Félix Ribeiro
Cinemateca Júnior – Sábados em Família

Sessão Filmschool

Dia Internacional das Nuvens

Sessão apresentada e mediada pelos alunos dos cursos de Mediação Intercultural e Técnicos de Assuntos Jurídicos do Instituto para o Desenvolvimento Social, com a presença de Joana Villaverde (artista) e Margarida Belo-Pereira (meteoróloga)

CÉU DE OUTONO
De Manuel Luiz Vieira
Portugal, 1934 – 6min

NO DIA DOS MEUS ANOS
de João Botelho
com Jessica Weiss, João Lagarto, André Costa, Madalena Rodrigues
Portugal, 1992 - 65 min

Duração total da projeção: 71 min | M/12
sessão com a presença de João Botelho

Duas visões dos céus de Lisboa, separadas por quase sessenta anos, e dois filmes onde o cinema serve para fazer a ligação entre a terra e o ar. Em CÉU DE OUTONO, o pioneiro do cinema Manuel Luiz Vieira faz uma ode às nuvens e à luz da cidade, enquanto assistimos à passagem do dia e às transformações e reflexos, sem nada vermos nem sabermos de uma cidade então já capital de uma ditadura. Filme-ensaio na fronteira do experimental, serve de mote para uma sessão pensada e trabalhada com os alunos das escolas profissionais do ensino secundário, associadas ao projeto de promoção da literacia fílmica da Cinemateca Júnior, FILMSCHOOL, que todos os últimos sábados do mês, encontram o público mais novo e não só para conversar sobre o que o cinema pode trazer para os nossos dias. NO DIA DOS MEUS ANOS foi a contribuição de João Botelho para a série “Os Quatro Elementos”, produzida por Paulo Branco para a RTP e o canal Arte, em que participaram também Joaquim Pinto, (DAS TRIPAS CORAÇÃO), João César Monteiro (O ÚLTIMO MERGULHO) e João Mário Grilo (O FIM DO MUNDO). O episódio de Botelho foi dedicado ao elemento Ar, em torno do qual se sucedem, às vezes em filigrana, jogos de significação tanto sobre a dimensão física como metafórica (o éter, o indefinível, o espaço vazio, o céu, a claustrofobia, a ausência). Construído como um puzzle de cenas de vários elementos de uma família desagregada (da qual o pai está na prisão), evolui pela acumulação de episódios guiados pelo olhar da infância, entre os quais circula uma espécie de harmonia contida. Discretamente jubilatório, contem as marcas maiores de João Botelho, tanto do ponto de vista plástico como narrativo.

Integrada na Journée International des Nuages, projeto poético-político de Mathieu Simonet, em colaboração com o Instituto para o Desenvolvimento Social e a Escola Profissional da Metropolitana, e o apoio do programa de cooperação bilateral EEAGrants 2020-2024.

Fonte original do evento

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